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Capítulo 33
Por que os cristãos ficam enfermos e porque nunca precisam ficar enfermos?

Você faz parte dos milhões de pessoas enfermas e fracas no físico há um longo período de tempo?

Se faz parte desse contingente, está sinceramente procurando libertação da enfermidade? Quer ficar bem de saúde e uma para ser curado?

A atitude mental que você tiver ao ler esta mensagem, determinará o benefício que receberá dela.

A atitude de Deus para com a enfermidade

A primeira coisa que quero dizer-lhe é: Deus não estima a enfermidade nem precisa que você sofra para Sua glória. A enfermidade não glorifica Deus, assim como o pecado ou qualquer outra coisa má não O glorifica. É a salvação ou a libertação que glorifica o Senhor.

Paulo disse aos coríntios que havia muitos fracos e doentes entre eles, porque não discerniam o corpo do Senhor (1 Co 11.29,39) nisso se encontra a resposta às perguntas acerca de tantas enfermidades na igreja hoje.

Não é que Deus esteja purificando ou glorificando Sua igreja por meio da assim chamada "fornalha da aflição".Não é que Deus esteja provando a fé de Seus filhos. A enfermidade ocorre devido à falta de instrução acerca do corpo de Cristo, como aprendemos acerca do sangue de Cristo.

Por que 75% dos membros de nossas igrejas estão doentes ou enfermos, sofrendo de muitas doenças ou enfermidades as quais Jesus Cristo, nosso Substituto, já levou por nós? (Mt 8.17)

A resposta é simples quando temos a atitude correta: temos discernir corretamente o corpo do Senhor.

Contraste entre a Igreja do Antigo Testamento e do Novo Testamento

Como contraste entre essa igreja que acabamos de mencionar de Corinto, que, apesar de ser pequena em número, tinha muitos fracos e doentes, quero mencionar uma igreja muito maior com cerca de três milhões de membros, a qual existia sob condições muito piores e, contudo, não houve um só enfermo (Sl 105-37). Era o povo de Israel rumo a Canaã.

Eis duas igrejas: uma do Antigo Testamento, outra do Novo Testamento. Uma era controlada pela Lei; a outra abençoada pela graça. Uma foi estabelecida pelo sangue de animais; e a outra pelo sangue do Filho de Deus.

Contudo, essa igreja do Antigo Testamento, governada pela Lei, com sangue de animais, com três milhões de membros, não tinha um só membro enfermo ou fraco, enquanto a outra do Novo Testamento, abençoada pela graça e pelo sangue de Jesus com apenas alguns membros, tinha muitos deles fracos e enfermos. Havia, certamente, algo errado. E há algo errado ainda hoje onde existe tal condição.

A saúde providenciada na libertação de Israel

Recordemos o Egito, onde durante quatrocentos anos os filhos de Israel viveram. Os egípcios haviam escravizado o povo de Deus Passaram-se longos anos, enquanto os filhos de Israel trabalhavam como escravos para uma nação pagã. Na escravidão, passavam horas intermináveis clamando ao Senhor por libertação.

Mas, certo dia, ouviu Deus o seu gemido, e se lembrou Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó; e atentou Deus para os filhos de Israel, e conheceu-os Deus (Ex 2.24,25).

Deus escolheu um homem chamado Moisés, a quem disse:

Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto, desci para o livrar da mão dos egípcios (...) Vem, agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel do Egito.
Êxodo 3.7,8,10

Deus ainda ouve as orações de Seu povo na escravidão e proferem as mesmas palavras aos que necessitam de libertação obedeceu a esse chamado para libertar o povo de Deus. Depois de mostrar muitos sinais e maravilhas no Egito, o tempo de dar o último passo. E Deus lhe disse:

Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro (...) e o sacrificará (...) tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as umbreiras, e na verga da porta (...) comerão a carne (do cordeiro): é a páscoa do Senhor.
Êxodo 12.3,6-8,11

Note bem que havia duas coisas que deveriam ser feitas: Aplicar o sangue do cordeiro e comer a carne do cordeiro.Muitas pessoas se esquecem de comer o corpo do Cordeiro, o qual é tão significativo como beber Seu sangue.

Observe os dois passos:

Primeiro: O anjo da morte que ia passar sobre o Egito, matando o primogênito de cada família, era um tipo de morte eterna da alma do homem, causada pela natureza perversa e pecaminosa, pela qual o sangue de Jesus Cristo, isso Cordeiro, fez Expiação, assim como o sangue do cordeiro Pascal fez Expiação por Israel. Tudo isso tratava do problema do pecado,e da necessidade da alma, não do problema da enfermidade nem da necessidade do corpo.

Segundo: O ato de comer a carne do cordeiro significava olhar para as necessidades do físico do homem. Convém-nos sempre lembrar que comer do corpo do cordeiro não tinha a ver com a passagem do anjo da morte. O sangue nas umbreiras das portas foi o sinal dado ao anjo da morte, assim como o sangue de Cristo, nosso Cordeiro, é a única Expiação por nossos pecados, redimindo-nos e libertando-nos da penalidade do pecado, que é a morte.

Israel iniciava uma jornada, comparada à nossa jornada cristã pela vida, rumo à Canaã celestial. Deus planejou que Seu povo tivesse boa saúde e estivesse forte para essa jornada. Este ainda é Seu plano.

O que aconteceu quando Israel comeu a carne do cordeiro? Nada de importante que os homens percebessem. No entanto, comer a carne do cordeiro era tão significativo como a aplicação do sangue nas umbreiras das portas.

Essas duas coisas foram feitas com fé, olhando adiante para o sacrifício de Jesus Cristo no Calvário, para o qual também olhamos (para trás) quando participamos dos dois símbolos da Ceia do Senhor – o pão e o vinho - em comemoração à morte de nosso Cordeiro.

Deus colocou no corpo humano uma pequena "fábrica de beneficiar", a qual chamamos estômago, onde a comida é digerida e enviada para o sangue. Torna-se carne da nossa carne osso dos nossos ossos, pele de nossa pele, corpo do nosso corpo. Torna-se uma parte de nós.

A carne, o corpo do cordeiro imolado no Egito, quando comida, tornava-se uma parte dos israelitas. Tornou-se carne de sua carne, osso de seus ossos, pele de sua pele, corpo de seu corpo. Era um tipo do corpo de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que mais tarde seria morto pelo mundo inteiro. (Compare João 6.53). Paulo mais tarde disse que a vida de Cristo seria manifesta em nossa carne mortal (2 Co 4.11).

Paulo também declara que, pela fé, tornamo-nos membros de Seu corpo, da Sua carne e dos Seus ossos (Ef 5.30).

Participamos desse mesmo corpo de Cristo, simbolicamente, todas às vezes que participamos do pão, na Ceia do Senhor (veja 1 Co 10.16). A fé reconhece tal fato e reclama os benefícios prometidos do corpo açoitado em nosso lugar, o mesmo corpo levou as cruéis pisaduras pelas quais fomos sarados.

Os israelitas comeram o corpo do cordeiro e iniciaram sua jornada no dia seguinte. Iniciando a caminhada, descobriram que todas as suas doenças desapareceram, e todas as suas enfermidades saíram.

Entre as suas tribos não houve um só enfermo.
Salmo 105.37b

Não houve um só doente, um só fraco; todos eles eram fortes e de boa saúde.

Eles tinham comido o corpo do cordeiro que se havia tornado parte de seu próprio corpo. Que incrível! Dentre, aproximadamente, três milhões de pessoas nenhuma pessoa fraca havia!

Quando os israelitas obedeceram às ordens de Moisés, aceitando sua mensagem acerca do cordeiro, Deus fez um pacto (ou contrato) com eles, dizendo: Eu sou Senhor, que te sara (Ex 15.26c),

Deus declarou que não mais permitiria que doença alguma entrasse neles, enquanto Lhe obedecessem. Esta ainda é a sua promessa. Ele prometeu mais; O número dos teus dias cumprirei (Ex. 23.26).

Esta ainda é Sua promessa, embora muitos, na igreja de Corinto, tivessem morrido antes de seu tempo, e outros, em nossos dias, estejam morrendo prematuramente.

Todas as promessas de Deus aguardam nosso clamor de fé, porque somente assim elas realmente se tornam nossas.

Lembre-se de que Israel não somente aplicou o sangue às umbreiras das portas, o qual nos salva do pecado, mas também comeu o corpo do cordeiro, que cura a enfermidade. Por que digo isso?

O pecado e a enfermidade são dois males satânicos geminados, designados para estragar, matar e destruir a raça humana - a criação de Deus.

A salvação do pecado e a cura da enfermidade são misericórdias duplicadas e supridas para combater esses males espirituais e físicos nos homens.

Quando Jesus Cristo Se tornou nosso Substituto, levando nossos pecados e carregando nossas enfermidades, Ele fez para que fôssemos libertos do poder dos pecados e das enfermidades. Assim, Ele fez Expiação pelos nossos pecados (1 Pe 2.24) e fez provisão para as nossas enfermidades (Mt 8.17) levando-os por nós.

Toda pessoa que crê nessas verdades, aceitando o sacrifício do Calvário como substituição pessoal, é liberta de seus pecados e de suas enfermidades, independente de sentir ou não mudança imediata. Crendo e comportando-se como quem crê, você sempre alcançará os resultados prometidos.

A libertação do pecado e da enfermidade

Deus não foi apenas um libertador do anjo da morte para os israelitas, mas também Aquele que curou suas doenças Ele disse: Eu, o Senhor, não mudo (Ml 3.6).

Todos os israelitas que aplicaram o sangue nas umbreiras das portas ficaram protegidos do golpe do anjo da morte. E todos os israelitas que comeram do corpo do cordeiro ficaram libertos da enfermidade e se tornaram fortes e sadios.Esse tem sido o plano de Deus para Seus filhos obedientes através das Escrituras.

Davi disse, louvando a Deus: Bendize, á minha alma, ao Senhor; e não lo te esqueças de nenhum de seus benefícios. E ele que perdoa todas as tuas iniqüidades; (o problema do pecado) e sara todas as tuas enfermidades (o problema da enfermidade) (Sl 103.2,3). A provisão já foi feita para libertação tanto do pecado como da enfermidade.

Isaias afirmou acerca do maravilhoso Cristo que viria: Ele foi pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades (o problema do pecado); o castigo que nos traz a paz estava sobre ele suas pisaduras, fomos sarados (o problema das enfermidades). Novamente, vemos a provisão para libertação tanto do pecado quanto da enfermidade.

Quando Jesus começou a pregar o Evangelho do Reino, demonstrou ser Aquele que sarava as enfermidades como também aquele que perdoava pecados.

Foi o mesmo Cristo que disse: Levanta-te, e toma o teu leito,e vai para tua casa [o problema da enfermidade] (Mc 2.11), e também disse: Filho, perdoados estão os teus pecados [o problema do pecado] (Mc 2.5). Ao homem paralítico, Jesus providenciou perdão dos pecados e cura da enfermidade.

Jesus o Restaurador e o Salvador

Durante três anos de Sua vida, Jesus curou enfermos e perdoou pecados. Então, veio o tempo crucial em que iria tornar-Se nosso Substituto. Ele iria tornar-Se pecador com nossos pecados (2 Co 5.21) e enfermo com nossas enfermidades (Is 53.10).

Jesus tinha de retirar tanto a enfermidade quanto o pecado, antes, precisava pagar a penalidade de ambos.

Jesus Cristo, sem pecado e sem enfermidade, era o Único que podia fazer isso e Ele o fez pelo Seu grande amor. Ele o fez por nós (Is 53).

Antes de Jesus ir à cruz do Calvário, Ele Se esforçava para mostrar aos Seus discípulos o que deviam esperar e os resultados dos sofrimentos que iria suportar.

Assim, Paulo relata:

Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo que é partido por vós;fazei isto em memória de mim. Semelhantemente,depois de cear. tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
1 Coríntios 11.23-25

É de duvidar que os discípulos, que se assentavam à mesa e O ouviam proferir estas palavras, compreendessem bem o que Ele disse. Não esperavam o que ia acontecer - mas aconteceu e foi para a sua e para a minha libertação.

Pelas mãos de homens cruéis, Jesus, nosso Cordeiro, foi açoitado. Cuspiram nEle, feriram-No, torturaram-No. Em Seu corpo foram abertos sulcos longos e profundos pelo cruel chicote romano, que literalmente arrancou pedaços da carne de Suas costas. Essas eram as feridas pelas quais Isaías e Pedro diziam que fomos sarados - e foram aplicadas no Seu corpo!

Seu corpo foi brutalmente açoitado por nós. Essa não foi Expiação pelos nossos pecados. Foi assim que levou nossas enfermidades e assim providenciou a cura do nosso corpo. Essas pisaduras, pelas quais fomos sarados, foram aplicadas em Seu corpo. Mateus diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades levou as nossas doenças (Mt 8.17).

Depois que eles O despiram e feriram Seu corpo - as feridas pelas quais fomos sarados - cravaram-nO na cruz e transpassaram-Lhe o lado. Seu sangue escorreu até o chão - sangue que foi derramado por muitos, para remissão dos pecados (Mt 26.28) não para cura da enfermidade.

Jesus, nosso Cordeiro, sofreu de duas maneiras: Ele derramou Seu sangue na cruz por nossa salvação do pecado e levou as feridas no Seu corpo por nossa cura da enfermidade.

Jesus sofreu intensa agonia espiritual (e física) no Calvário pois, durante aquele tempo, até Seu Pai se retirou dEle. Ele levou nossos pecados, sendo feito pecado por nós (2 Co 5.21).

No entanto, na agonia excruciante do físico no Pretório onde Jesus sofreu em Seu corpo o azorrague terrível dos romanos Ele levou as nossas enfermidades. Foi lá que, pelas suas feridas Ele foi feito doente por nós (Is 53.10), e pelas Suas feridas fomos sarados.

Quando terminou, Jesus voltou à destra de Deus e assentou-Se, tendo sido consumadas todas as coisas. Ele havia libertado completamente a humanidade, tanto espiritual quando fisicamente da escravidão satânica. O Espírito Santo revelou a Paulo o significado de tudo. Isso está interpretado nos escritos de Paulo.

Paulo nos fala em 1 Coríntios 11 acerca da Ceia do Senhor, que todas as igrejas observam. Ele fala sobre os dois símbolos pelos quais lembramos os sofrimentos de Jesus Cristo, nosso Cordeiro: o pão e o vinho; tipos do corpo, açoitado e dilacerado para nossa cura física, e do sangue, derramado para a nossa cura espiritual.

Então Paulo acrescenta: Todas às vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha (1 Co11.26).

Em 1 Coríntios 10.16, Paulo interpreta esses dois símbolos: O cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?

O sangue de Jesus foi derramado quando Ele levou nossos pecados para que não fôssemos obrigados a levá-los, mas fôssemos salvos deles e libertos do poder do pecado em nossa vida.

O corpo de Jesus foi ferido quando levou nossas enfermidades, para que não fôssemos obrigados a levá-las, mas fôssemos curados delas e libertos do poder da enfermidade em nossa vida.

Quando os cristãos forem adequadamente ensinados a reconhecer a sua libertação do poder da doença em sua vida pelas pisaduras do corpo de Cristo, como foram ensinados a reconhecer sua libertação de todos os pecados e de todo poder do pecado em suas vidas pelo sangue derramado de Cristo, então ficaram tão livres de enfermidades quanto são livres do pecado.

A enfermidade não terá mais poder sobre eles assim como o pecado tem. Os cristãos verão que a enfermidade não é para glória de Deus, da mesma forma que o pecado não pode glorificar o Senhor. Eles não mais aceitarão enfermidade para vida, assim como não aceitam o pecado.

Verão que o pecado e a enfermidade estão aniquilados ambos foram levados pelo nosso maravilhoso Substituto Jesus, o Cordeiro de Deus, transpassado e açoitado por nós.

Participando da comunhão

Quando nos oferecem os símbolos da Ceia do Senhor em comemoração à Sua morte, tomamos o cálice de vinho bebemos reverentemente. Expressamos ao nosso Pai nossa gratidão pelo tão maravilhoso poder do sangue de Cristo de lavar-nos de todo pecado. Regozijamo-nos, porque o poder do pecado em nossa vida foi anulado, o pecado não tem mais domínio sobre nós.

Como sabemos dessas coisas? Porque a Bíblia diz: O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado (1 Jo 1.7b)

Estamos livres do pecado. De uma vez e para sempre fomos salvos de uma vida de pecado e cremos que o pecado não mais terá domínio sobre nós, porque somos salvos (Rm 6.14). O vinho representa a salvação.

Mas, e o pão? Nós o tomamos e o comemos como símbolo do corpo de nosso Cordeiro, assim como os israelitas participaram do corpo do cordeiro imolado no Egito. Então, damos graça pelo sacrifício de Jesus. Damos graças a Deus pelo corpo de Cristo, que foi açoitado em nosso lugar. Isso é tudo que nos ensinaram.

Ensinaram-nos que esse corpo foi mesmo transpassado por nós, mas não nos disseram acerca dos benefícios que podemos receber porque esse corpo foi também açoitado por nós.

E sara todas as tuas enfermidades (Sl 103.3b) é uma alternativa a qual tem sido geralmente ignorada na Ceia do Senhor. Muitos membros da Igreja estão fracos e doentes, hoje em dia, porque a Igreja não tem discernido devidamente o corpo do Senhor.

O cálice e o pão

Na Comunhão, o cálice de vinho tipifica o sangue de Cristo derramado por muitos para remissão dos pecados. Ao beber do cálice, regozijo-me porque a minha natureza pecaminosa foi transformada, fui recriado, feito de novo e estou salvo.Nessa atitude, tenho discernido o sangue do Senhor. Isso fizeram os coríntios; e as multidões atuais o fazem.

Na mesma Ceia, um pedacinho do pão partido tipifica o corpo de Cristo, açoitado pelas pisaduras cruéis, pelas quais foram lavadas e curadas as minhas enfermidades.

Ao comer do pão, regozijo-me no fato de que meu corpo enfermo e fraco foi transformado em osso de seus ossos, carne de sua carne e corpo de seu corpo (Ef. 5.30), e a vida de Jesus se manifesta em [minha] carne mortal (2 Co 4.11), a enfermidade não tem mais poder sobre mim e estou curado. Com essa atitude, tenho realmente discernido o corpo do Senhor. Há multidões que não fazem isso hoje em dia.

Pergunto-me, muitas vezes, por que os que não ensinam sobre a cura divina para o corpo distribuem pão à congregação – o pão que representa o corpo de Cristo, no qual foram aplicadas as pisaduras pelas quais somos sarados (Is 53.5; 1 Pe 2.24)?

Seria coerente que continuassem a oferecer o cálice, o sangue derramado pela remissão dos pecados, porque discernem bem e são abençoados pelo sangue de Cristo. Entretanto parece inútil distribuírem o pão, que tipifica o corpo do Senhor açoitado para nossa cura física, e ensinar que a cura divina para o corpo não é mais para a Igreja atual.

Muitos estão doentes ou enfermos, porque, apesar de participarem do corpo do Senhor não compreendem bem (não discernem) o corpo.

Quando Jesus disse: Isto é o meu corpo que é partido por vós (1Co 11.24), Ele esperava que compreendêssemos que foi Seu corpo o lugar onde foram aplicadas as pisaduras cruéis pelas quais somos sarados.

Alguns, participam da Ceia do Senhor indignamente e estão incapacitados de discernir ou reclamar com fé o corpo do Senhor para a cura. Se alguém necessita de cura, primeiramente deve examinar a si mesmo e ter certeza de que sabe por que Jesus Cristo sofreu e morreu, para comer o pão e beber o cálice dignamente, como Paulo instruiu. Assim, poderá discernir o corpo do Senhor com fé para receber a cura.

As bênçãos da cura no corpo dilacerado do nosso Cordeiro São ensinadas tão claramente nas Escrituras quanto as bênçãos da salvação pelo sangue derramado do nosso Cordeiro.

Entenda o corpo como tendo sido açoitado e dilacerado com pisaduras, pelas quais suas enfermidades foram carregadas e você foi curado. Então, a saúde será sua! Isso é tão certo que discernir o sangue de Jesus derramado por você - o sacrifício que levou seus pecados.

A enfermidade perderá o poder sobre seu corpo exatamente como o pecado perdeu o poder sobre sua alma. Você será tão livre de doenças quanto é livre de pecado. Cristo, seu Substituto levou-os por você; por isso, você não tem de levá-los. Se crê e nessa palavra e exercer fé, será liberto tanto da enfermidade como do pecado.

O pecado e a enfermidade são levados apenas uma vez. E sendo que Jesus já os levou, você não precisa mais levá-los se você os levar, o sacrifício de Jesus foi em vão.

Uma vez que Jesus os levou, você e eu jamais teremos de levá-lo. Assim, por Suas pisaduras, nós somos curados e, pelo Seu sangue, temos a remissão dos pecados.

Não acreditamos mais no direito de a enfermidade dominar ou habitar nosso físico tampouco no direito do pecado dominar ou habitar nosso ser espiritual.

Reclame pela fé essas duas provisões. Aceite-as como suas. Aceite Jesus como Aquele que o cura e o salva. Você estará tão livre da enfermidade quanto está do pecado.

No sofrimento, ninguém jamais clamou em vão a Cristo por socorro. Quando as multidões O apertavam querendo a cura, as Escrituras relatam sempre a mesma coisa; curou todo (Mt 4.23; 8.16; 12.15,35; 14.14; Lc 4.40; 6.19; etc.).

E, impondo as mãos sobre cada um deles, os curava.
Lucas 4.40b

Cristo veio fazer a vontade de Seu Pai. Portanto, pregou o evangelho e curou todos os que estavam enfermos (Mt 8.16).

Andou (...) curando todos os oprimidos do diabo.
Atos 10.38b

Sua razão para curar todos encontra-se na Expiação.

Ele tornou sobre si (substitutivamente) as nossas enfermidades e levou nossas doenças.
Mateus 8.17b

Foram as nossas doenças que o Senhor levou. Ele não ficaria satisfeito se não pudesse curar todos.

Quando Jesus curou a mulher com hemorragia, fez isso por ela mas o que fez em Sua morte foi por todo o mundo.

Uma vez que a Expiação foi a razão de Deus para Cristo curar todos, Ele quer continuar a curar todos que cumprirem as condições, porque o que a Expiação fazia pelos que viviam naquele tempo, faz também por nós em nosso tempo.

Ele provou a morte por todos.
(Hb 2.9).

Seu propósito em ordenar que se pregasse este Evangelho a toda criatura (Mc 16.15-18) é para que toda criatura receba os benefícios.

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