Capítulo
37
Três perguntas sobre o espinho na carne de Paulo
E para que me não exaltasse pelas excelências
das revelações, foi-me dado um espinho na carne,
a saber, um mensageiro de Satanás, Para me esbofetear,
afim de me não exaltar. Acerca do qual três vezes
orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha
graça te basta, porque meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas,
para que em mim habite o poder de Cristo.
2 Coríntios 12.7-9
Uma das objeções mais comuns hoje sobre o ministério
da cura é o espinho na carne de Paulo. Uma idéia
tradicional tem levado à outra idéia tradicional.
A doutrina promulgada em toda parte que Deus é o Autor
da doença e deseja que alguns de seus filhos mais devotos
permaneçam enfermos para O glorificarem, exibindo coragem
e paciência, sem dúvida, tem levado à idéia
de que Paulo padecia de uma enfermidade que Deus Se recusava a
curar.
Não cremos que alguém que dispenda tempo para ler
tudo sobre a Palavra de Deus diz sobre o assunto da cura possa
tirar tal conclusão.
É com um sincero desejo de ajudar a cada leitor honesto
que apresentamos o seguinte estudo sobre o espinho na carne de
Paulo. Milhares de pessoas padecem desnecessariamente durante
anos, crendo que agradam a Deus, o qual, supostamente, permitiu
que Paulo sofresse alguma forma de enfermidade.
Para compreendermos bem esse caso, consideremos o que Bíblia
diz acerca desse espinho da carne.
1. Que era esse espinho?
2. Qual o propósito do espinho?
3. Por que foi enviado a Paulo?
PRIMEIRO: o que era o espinho de Paulo?
A expressão espinho na carne é usada no Antigo e
no Novo Testamento apenas como ilustração. A figura
do espinho na carne não se emprega nenhuma vez na Bíblia
como uma figura de enfermidade.
Todas as vezes que esta expressão é usada na Bíblia
declara-se especificamente o que era o espinho na carne.
Em Números 33.55, a expressão espinho nos vossos
olhos ilustrava os habitantes de Canaã.
Em Josué 23.13, refere-se às nações
pagãs de Canaã (os cananeus).
Nesses dois casos, a Bíblia afirma claramente o que eram
esses espinhos na carne.
Em ambos os casos, os espinhos eram personalidades.
Paulo declara com a mesma clareza o que era seu espinho. Ele diz
que era um mensageiro de Satanás ou, conforme outros tradutores,
o anjo do diabo, anjo de Satanás etc. A ilustração
espinho na carne refere-se a uma personalidade, a um mensageiro
de Satanás.
A palavra mensageiro é traduzida da palavra grega angelos
que aparece 188 vezes na Bíblia. É traduzida por
anjo 181 vezes e 7 vezes por mensageiro. Em todas as 188 vezes
na Bíblia inteira, sem exceção, trata-se
de uma pessoa e não de uma coisa. O inferno foi preparado
para o diabo e seus anjos, ou mensageiros (Mt 25.41), e o espinho
na carne de Paulo era um desses mensageiros do diabo. Paulo o
definiu assim.
Os pregadores e mestres têm imaginado que o espinho na carne
de Paulo pode ser tudo, desde uma doença oriental - oftalmia
até uma esposa não-convertida! Parece-me tão
irracional espetacular sobre o que era o espinho na carne, já
que o próprio Paulo declara exatamente o que ele era -
um mensageiro de Satanás.
SEGUNDO: para que foi enviado o espinho na carne de Paulo?
Paulo não apenas diz o que era seu espinho, um mensageiro
de Satanás, mas nos diz também o que esse mensageiro
ou anjo de Satanás veio fazer: Para me esbofetear.
A palavra esbofetear significa dar bofetada após bofetada,
como quando as ondas esbofeteiam um navio e como quando Cristo
foi esbofeteado. A mesma palavra é usada em Mateus 26.67,
Marcos 14.65; 1 Coríntios 4.11; 1 Pedro 2.20.
Esta palavra, usada em 2 Coríntios 12.7 para descrever
o suplício de Paulo, preso a esse mensageiro de Satanás,
deve concordar com o mesmo sentido da passagem em todos os versículos.
Em nenhum dos casos se refere à enfermidade nem à
doença.
Esse mensageiro ou anjo de Satanás foi enviado para esbofetear
Paulo continuamente - para dar bofetada após bofetada nesse
fiel homem de Deus. A palavra bofetada em 1Co 4.11 é traduzida
na Bíblia de língua espanhola como me golpearam
com muitas bofetadas.
A enfermidade jamais poderia golpear uma pessoa com bofetadas
tampouco esbofetear uma pessoa, mas a obra hostil de um anjo do
diabo cabe bem nessa descrição.
A descrição seguinte dos sofrimentos de Paulo (bofetadas
constantes do mensageiro de Satanás) durante seu ministério
explica como esse anjo do diabo molestou a vida do apóstolo.
Não precisamos acrescentar doença à lista.
Nem Paulo nem as Escrituras mencionam tal associação.
Após a conversão de Paulo, Deus enviou-lhe Ananias
para informá-lo de que ia mostrar-lhe quanto devia padecer
por Seu Nome (At 9.16). Isso se cumpriu nos seguintes acontecimentos:
1. Os judeus, logo após a sua conversão,
tomaram conselho entre si para matá-lo (At 9.23).
2. Foi impedido de ajuntar-se aos discípulos
(At 9.26-29).
3. Sofreu oposição de Satanás
(At 13.6-12).
4. Resistido pelos judeus amotinados (At 13.44-49).
5. Expulso de Antioquia da Pisídia (At
13.14,50-52).
6. Atacado pela multidão e expulso de
Icônio (At 14.1-5).
7. Fugiu para Listra e Derbe onde foi apedrejado
e deixado como morto (At 14.6-19).
8. Tinha de disputar continuamente com irmãos
falsos (At 19.8).
9. Açoitado e lançado na prisão
em Filipos (At 16.12-40).
10. Atacado pelas multidões e expulso
de Tessalônica (At 17.1-10).
11. Atacado pelas multidões e expulso
de Beréia (At 17.10-14).
12. Atacado pela multidão em Corinto (At
18.1-23).
13. Atacado pela multidão em Éfeso
(At 19.23-41).
14. Conspiração dos judeus para
matá-lo (At 20.3).
15. Preso pelos judeus, atacado pelas multidões,
julgado cinco vezes e muitos outros padecimentos.
Além do opróbrio, necessidades, perseguições
e aflições mencionados em 2 Coríntios 12,
no capítulo 6 dessa mesma Epístola, ele menciona
açoites, prisões, tumultos, desonra, infâmia,
como morrendo, e eis que vivemos, como castigados e não
mortos.
E no capítulo 11 menciona (...) açoites, mais que
eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte muitas
vezes.
Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos
um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui
apedrejado, três vezes sofri naufrágio uma noite
e um dia passei no abismo em viagens muitas vezes em perigos de
rios, em perigos de salteadores, em perigo dos da minha nação,
em perigos dos gentios, em perigos na cidade, perigos no deserto,
em perigos no mar, em perigos entre os irmãos; em trabalhos
e fadiga, em vigílias muitas vezes; em frio e nudez.
2 Coríntios 11.24-27
Injuriado (...) perseguido (...) blasfemado (...) chegando
a ser como lixo deste mundo (...) como a escória de todos.
1 Coríntios 4.12,13
Quem a não ser o anjo de Satanás, pode ser responsável
por todos esses sofrimentos? Vemos que Paulo, ao enumerá-los,
menciona quase tudo em que se podia pensar, menos enfermidades
ou doença dos olhos.
A única coisa que ele não menciona, a tradição
se apropria e diz que era o seu espinho. Por que esses pregadores
e mestres colocam doença nos olhos ou enfermidade, coisas
que Paulo não menciona, no lugar das bofetadas, as quais
ele menciona?
Obviamente, o espinho de Paulo não podia ser a visão
deficiente, porque os seus olhos foram curados de cegueira. Ele
recebeu boa visão (At 9.18). Com certeza, a Bíblia
não diria isso se os olhos de Paulo fossem tão fracos
como os teólogos querem fazer crer.
Para responder a estas duas questões, baseamo-nos no que
o próprio Paulo disse: O que era o espinho na carne de
Paulo? Resposta: um mensageiro (anjo) de Satanás. O que
esse mensageiro veio fazer? Resposta: esbofetear-me (dar bofetada
após bofetada).
Muitas vezes, debatendo sobre o espinho na carne de Paulo, os
pregadores e mestres emitem suas opiniões, ou o que eles
pensam, ou que parece ser, ou o que alguém disse.
Confortam os enfermos com esta mensagem: Paulo era doente e orou
três vezes para ser curado, e Deus não quis curá-lo.
Deus disse a Paulo que Sua graça lhe bastava. Portanto
devemos fazer como Paulo: suportar nosso espinho de enfermidade
, fiel e pacientemente, para a glória de Deus.
A Bíblia não diz nada acerca de Paulo estar enfermo,
de ele orar para ser curado, nem que Deus o obrigou a permanecer
enfermo.
Em vez das revelações que a Bíblia não
contém, o que realmente as Escrituras dizem é o
seguinte:
E, para que me não exaltasse pelas excelências
das revelações, foi-me dado um espinho na carne
(não uma doença), a saber, um mensageiro
de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me
exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para
que se desviasse de mim (Paulo não diz que orou três
vezes para ser curado). E (Deus) disse-me: A minha
graça te basta, porque meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas,
para que em mim habite o poder de Cristo.
2 Coríntios 12.7-9
Deus não disse: “Não, Paulo, quero que fiques
enfermo”.
TERCEIRO: por que o espinho foi enviado a Paulo?
Agora, considere esta terceira pergunta. A resposta é tão
clara como as duas primeiras.
Por que o mensageiro de Satanás foi enviado para esbofetear
Paulo?
Resposta: para que ele não se exaltasse
pelas excelências das revelações.
É por causa da excelência das revelações
que os enfermos hoje devem ser ensinados a considerar sua enfermidade
como um espinho que deve permanecer, para que não se exaltem
demais? A razão do próprio Paulo para aquele espinho
exclui quase todas as outras. Você deve reclamar se sua
doença for um espinho como o de Paulo, a menos que também
tenha recebido como ele, tão grande abundância de
revelações, que precise de algo para não
se exaltar.
Se reclamar porque tem um espinho, terá de concordar com
resto das Escrituras acerca do espinho de Paulo. Ele gloriava-se
em todas as bofetadas que sofria das mãos do mensageiro
de Satanás.
Se as bofetadas de Paulo fossem enfermidades, e se você
estiver sofrendo enfermidade, como dizem que Paulo sofreu, você
deveria gloriar-se em sua enfermidade em vez de tentar ficar livre
dela? Se alguém se gloria de seu espinho, não deveria
ir ao melhor cirurgião para removê-lo.
Consideremos as Escrituras citadas para provar que o espinho de
Paulo era uma enfermidade.
Enfermidades
De boa vontade pois me gloriarei nas minhas fraquezas.
2 Coríntios 12.9b
Pelo que sinto prazer nas fraquezas.
2Coríntios 12.l0a
Estando em fraqueza de carne.
Gálatas 4.13b
E eu estive convosco em fraqueza.
1 Coríntios 2.3a
A presença do corpo é fraca.
2 Corintios 10.10b
A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa
na fraqueza.
2 Coríntios 12.9a
A palavra fraqueza é traduzida da mesma palavra grega que
Paulo usa em Romanos 8.26 quando diz: Da mesma maneira também
o espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não
sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo
Espírito intercede por nós.
É também a mesma palavra usada em Hebreus 11.34
quando fala dos profetas que da fraqueza tiraram forças.
Em 2 Coríntios 13.4, é usada para exprimir a maneira
como Cristo foi crucificado: Porque, ainda foi crucificado
por fraqueza, vive contudo pelo poder de Deus.
A palavra fraco (ou fraqueza) usada nesses versículos na
mesma palavra usada em 2 Coríntios 12.10 quando Paulo diz
Porque, quando estou fraco então sou forte. Se a palavra
fraco queria dizer enfermo, então a palavra forte queria,
logicamente dizer que estava de boa saúde. As palavras
traduzidas por fraqueza ou fraco sobre a vida de Paulo nunca foram
usadas para dar idéia de enfermidade ou de alguma doença
dos olhos.
Observemos o uso das palavras debilidade e fraqueza (traduzidas
da mesma raiz da palavra citada acima) nos seguintes versículos.
Coloque as palavras enfermidade e doenças no lugar delas,
e veremos que não dá certo: Rm 4.19; 8.3; 14.2,21;
1 Co 8.9; 9.22; 15.43; 2 Co 13.4; Hb 5.2; 7.28.
Em vários desses versículos, a palavra fraqueza
contrasta com poder ou força, sem qualquer idéia
de fraqueza resultante da doença.
Quando Paulo fala de sua fraqueza diante da Igreja, exprime sua
insignificância em seu próprio poder, confiando inteiramente
no Espírito e no poder de Deus, para que a fé dos
coríntios não se apoiasse em sabedoria dos homens,
mas no poder de Deus (1 Co 2.5).
Tentação
Não rejeitastes, nem desprezastes isso que era urna
tentação na minha carne.
Gálatas 4.14a
A palavra tentação (interpretada como uma espécie
de doença) é traduzida da mesma palavra grega usada
para exprimir desafio de Satanás a Cristo no deserto: Acabando
o diabo toda a tentação (Lc 4.13a). Foi usada por
Jesus quando disse: Orai, para que não entreis em tentação
(Lc 22.40b). Nem uma nem outra dessas palavras faz referência
à enfermidade ou à doença de qualquer espécie.
A “letra grande" de Paulo
Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.
Gálatas 6.11
Aprendemos que Paulo era quase cego, a ponto de precisar letras
grandes, mas consideremos os seguintes fatos.
A palavra letra que Paulo empregou é traduzida da mesma
palavra grega usada em 2 Coríntios 3.6b: A letra mata,
e o Espírito vivifica. Isso certamente não se refere
a uma letra do alfabeto.
A palavra grande, usada para definir a letra de Paulo, é
traduzida de uma palavra grega que significa uma forma quantitativa
como a palavra quanto e não grande.
E mais a palavra grande, traduzida do grego, não é
a mesma que usa para exprimir tamanho, em Lucas 22.12, ao falar
de um grande cenáculo. A palavra grande em Lucas é
traduzida palavra grega megas que significa simplesmente
grande em tamanho.
A carta de Paulo era grande em quantidade. Uma letra do alfabeto
pôde ser grande em tamanho, mas não em quantidade.
Sem dúvida, Paulo fala sobre sua Epístola ser grande
(em quantidade), simplesmente, porque não era seu costume
escrever com sua mão.
Eles teriam dado os próprios olhos a Paulo
Porque vos dou testemunho de que, se possível fora,
arrancaríeis os próprios olhos, e mos daríeis.
Gálatas 4.15
Este versículo é usado como mais uma prova de que
os olhos de Paulo eram doentes, (conforme a especulação
teológica, talvez com a doença oriental - oftalmia),
que o povo esta pronto a dar-lhe os próprios olhos para
colocá-los no lugar dos seus olhos doentes. Não
há dúvida alguma de que a expressão dos gálatas
era, simplesmente, de carinho e amor para com ministério
fiel de Paulo.
Na reunião de despedida de nossa cruzada, durante a qual
mais de cem surdos-mudos e mais de noventa pessoas inteiramente
cegas foram curadas, um dos pastores nos disse em seu discurso
de adeus: “Rev. Osborn, nosso povo o ama Eles esta louvando
a Deus por sua vinda aqui. Querem que saiba que cortariam o braço
direito e o dariam a você se fosse possível’”.
Esta expressão de devoção, certamente, não
era prova que eu tinha um câncer no braço direito.
Veja que a especulação teológica sobre o
espinho na carne de Paulo é baseada em passagens que não
dão base a tais suposições, quando as lemos
sem idéias preconcebidas.
Se Paulo realmente era quase cego de um olho doente, se era fraco
e doente no corpo e orou três vezes para receber cura mas
não recebeu (porque recebeu revelações espirituais
de que precisava ser mantido humilde por causa das enfermidades
nos olhos e no corpo), tais alegações contrariariam
muitas outras verdades bíblicas que examinaremos no próximo
capítulo.
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DESENGANADO
PELOS MÉDICOS?
TERÁ QUE FAZER
TRATAMENTO
DURANTE O RESTO
DA SUA VIDA?
SEM ESPERANÇA?
EIS AQUI
AS RESPOSTAS!
A CURA
É PARA TODOS!
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