Capítulo
38
Fatos para meditar sobre o espinho na carne de Paulo
1. Uma vez
que a cura é um elemento essencial do Evangelho, como Paulo
podia desfrutar a plenitude da bênção do Evangelho
(Rm 15.29), como de fato desfrutava, e permanecer doente? A cura
não é uma parte da bênção do
Evangelho?
2. Se Paulo era doente, como podia o povo, a
quem ele pregou em Éfeso, receber fé para tais maravilhas
extraordinárias de curas? (At 19.11,12)
3. Se Paulo era doente, ao pregar o primeiro
sermão em Listra, como poderia ter criado tamanha fé
no coração de um pagão coxo desde o ventre
da mãe (At 14.8), a ponto de aquele homem ser curado instantânea
e milagrosamente? Se Paulo fosse doente, aquele pagão creria
no primeiro sermão de Paulo e receberia fé suficiente
para ser milagrosamente curado? Os críticos perguntam-me
repetidamente: "Se o senhor ficasse doente, o que aconteceria
à sua mensagem?" Podemos crer que Paulo, enfermo,
fraco e quase cego, podia criar fé suficiente em um incrédulo
com um sermão para produzir o milagre de cura?
4. Se Paulo era enfermo ou doente, como conseguiu
ver a obediência dos gentios, por palavras e por obras,
pelo poder dos sinais e prodígios na virtude do Espírito
de Deus (Rm 15.18,19a)? Noto que aqueles doentes que declaram
ter um espinho na carne como Paulo, geralmente ficam incapacitados
em seus ministérios e, raramente, ou nunca, operam sinais,
prodígios e milagres.
5. Se Paulo era enfermo ou doente, como foi
que pregando na ilha de Malta, o pai de Públio e os demais
que, na ilha, tinham enfermidades, vieram ter com ele e sararam
(At 28.8,9)? Teria sido um resultado notável para um homem
que estava doente e quase cego!
6. Se o espinho de Paulo não impedia
a fé do povo de ser curado de doenças do plano físico
em Éfeso, Malta, Listra e quase todos os demais lugares
por onde Paulo pregava, por que devemos usá-lo atualmente
como justificativa para impedir a fé para ser curado fisicamente?
7. No tempo da Bíblia, a fé veio
pelo ouvir a Palavra de Deus enquanto atualmente a fé desaparece
pelo ouvir a palavra do pregador, pois o pregador declara que
Paulo era doente, e Deus não quis ouvi-lo, apesar de ele
ter orado três vezes. Portanto talvez não seja a
vontade de Deus curar você.
Argumentos como esses levam as pessoas a abandonarem as promessas
de Deus para curar todos que pedem; promessas baseadas na Palavra
de Deus que nos são concedidas para produzir fé.
Tais argumentos nos obrigam a procurar uma revelação
especial do Espírito de Deus em cada caso para discernir
se é, ou não, vontade de Deus curar determinada
pessoa.
Se fosse assim, essa fé não viria apenas pela Palavra
de Deus como Paulo ensina, mas viria pela oração,
rogando até recebermos uma revelação especial
da vontade de Deus.
Não é estranho que aqueles que pregam que Paulo
era doente em vez de orarem e pedirem a Deus para curá-los,
como afirmam que Paulo fez, recorrem ao médico que crêem
ser mais habilitado para libertá-los do "espinho"
de enfermidade, independente se Deus quer removê-lo ou não?
Não é estranho que aqueles que pregam que Paulo
era doente em vez de orarem e pedirem a Deus para curá-los,
como afirmam que Paulo fez recorrem ao médico que crêem
ser mais habilitado para libertá-los do “espinho”
de enfermidade, independente se Deus quer removê-lo ou não?
Não é estranho que pregadores, os quais ensinam
que os espinhos de Paulo eram um tipo de enfermidade recomendem
que seu povo se submeta a operações e tratamentos
médicos para ser restaurado, em vez de orar a Deus pedindo
que revele se é sua vontade ou não, como ensinam
que Deus revelou a Paulo?
Para serem consistentes, esses pregadores deveriam recomendar
que seu povo se gloriasse nas enfermidades, como ensina que Paulo
fez, em vez de esforçar-se para ficar livre do espinho.
8. Paulo jamais ficou incapacitado de desempenhar
seu ministério por causa de seu espinho na carne, porque
ele podia testificar: Trabalhei muito mais do que todos eles (1
Co 15.l0b). Não é razoável dizer que um homem
enfermo podia trabalhar muito mais que todos os demais pregadores
de boa saúde.
O pregador que afirma que sua enfermidade é o espinho na
carne que Paulo tinha, geralmente fica incapacitado. Seu auxiliar
desempenha uma grande parte de seu ministério, enquanto
ele mesmo passa uma grande parte do tempo em repouso para recuperar
a saúde.
Paulo, que por certo cumpria o que pregava, ensina-nos a estar
preparados para toda a boa obra (2 Tm 2.21b); a ficarmos plenamente
preparados para toda a boa obra (2 Tm 3.17); zelosos de boas obras
(Tt 2.14); aplicar-se às boas obras (Tt 3-8); que aperfeiçoe
em toda a boa obra para fazerdes a sua vontade (Hb 13.21); e que
abundemos em toda a boa obra (2 Co 9.8). É claro que um
homem doente não pode fazer todas essas coisas.
9. Se a declaração: A minha graça
te basta quisesse dizer que Deus estava falando a Paulo que deveria
permanecer enfermo,como muitos ensinam atualmente, seria o único
caso, em toda a Bíblia, em que Deus disse a uma pessoa
que Ele queria que permanecesse doente, que lhe daria graça
para o corpo fisicamente doente.
Em texto algum, as Escrituras declaram que Deus concede graça
ao corpo físico. A própria palavra graça
mostra que é o homem interior que precisa de auxílio,
pois a graça de Deus é transmitida somente ao homem
interior. Paulo diz que, nesse caso, renova-se de dia e de noite.
A graça de Deus é para o homem espiritual, mas
a vida de Jesus se manifesta em nossa carne mortal (2 Co
4.11b)
10. O espinho de Paulo não impediu que
ele completasse sua carreira. No entanto, muitos que consideram
esse espinho uma enfermidade e, portanto, crêem que suas
enfermidades, são como o espinho de Paulo: aposentam-se
no meio da vida e do ministério.
11. O ministério de Paulo abundava constantemente
em milagres, sinais e maravilhas em todo lugar onde ministrava.
Como é estranho que tantos pregadores nos ensinem que os
espinhos de Paulo era logo o que Paulo não disse que era
e, então empreguem seus argumentos especulativos contra
o mesmo ministério em que Paulo abundava em milagres e
curas.
12. A pregação de Paulo sempre
produziu fé em seus ouvintes para serem curados, e os milagres
de cura eram comuns em seu ministério. Os pregadores que
ensinam que Paulo sofria de uma enfermidade, a qual Deus não
queria curar; quase nunca produzem fé para a cura dos enfermos,
como se vê no fato de serem quase ausentes os milagres (senão
totalmente) de suas igrejas. Muitos até nos dizem que o
tempo dos milagres já passou.
13. Paulo disse: como nada, que útil seja,
deixei de vos anunciar (At 20.20a). Aqueles que deixam de pregar
as bênçãos e a provisão da cura, certamente,
retêm uma bênção que é muito
útil aos enfermos.
14. Paulo disse: Tenho pregado o Evangelho de
Jesus Cristo (Rm 15.19c) para obediência dos gentios, por
palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios,
na virtude do Espírito de Deus (Rm 15.18,19a).
Sendo que a cura é definitivamente uma parte do Evangelho
aqueles que não a pregam, não pregam o Evangelho
integralmente, como Paulo o fez.
E aqueles que não pregam a parte do Evangelho que trata
da cura não têm levado muitas pessoas à obediência
a Deus por meio de sinais, prodígios e maravilhas. Ao mesmo
passo aqueles que pregam a cura como parte do Evangelho estão
conduzindo milhares de pessoas à obediência por meio
de sinais, prodígios e maravilhas, exatamente como Paulo
fez.
15. Não é estranho que muitos pregadores,
quando querem ensinar sobre a cura, escolham o texto sobre o espinho
de Paulo? Eles interpretam mal essa passagem.
Apesar de Paulo dizer que o espinho era um mensageiro de Satanás,
eles afirmam que era doença, olhos doentes etc.
Apesar de Paulo ter afirmado que foi para esbofeteá-lo
, declaram que foi para mantê-lo doente.
Apesar de Paulo orar até Deus falar-lhe acerca do espinho
e esclarecer-lhe a razão, eles recorrem ao hospital para
retirar o próprio espinho.
Apesar de Paulo dizer que o espinho lhe foi dado por causa da
excelência das revelações, estes pregadores
não têm qualquer revelação. Não
sabem por que têm seu espinho, nem estão interessados
na causa enquanto o médico pode retirá-lo por meio
de cirurgia ou tratamento.
Apesar de Paulo pregar e apresentar sinais, milagres e maravilhas,
ganhando multidões para Cristo, tais pregadores não
demonstram sinais, maravilhas nem milagres e ganham muito poucos
para Cristo.
Apesar de Paulo pregar todo o Evangelho de Cristo, provando que
a fé é pelo ouvir a Palavra de Deus, esses pregadores
pregam somente uma parte do Evangelho.
Quando pregam especialmente sobre cura, evitam a parte da Palavra
de Deus escrita com o objetivo de produzir fé para a cura.
Uma vez que a fé significa crer que Deus fará o
que prometeu ou esperar o cumprimento de Sua promessa, como os
doentes podem receber fé para serem curados quando o pregador
evita a parte da Palavra de Deus que trata das promessas divinas
de cura?
Se as pessoas nunca ouvem falar nas promessas de Deus para curar,
não podem receber fé para que Deus cumpra Sua promessa
e restaure-as.
É estranho, para mim, que alguém desejoso por ensinar
sobre cura física na Bíblia enfatize o caso do espinho
na carne de Paulo, sobre o qual os estudiosos admitem não
poder provar que tenha alguma referência com doença
nem com a cura.
Se você realmente quer edificar fé no coração
das pessoas que sofrem fisicamente, de modo que sejam milagrosamente
curadas, eu recomendo que lhes ensinem estas coisas:
O nome redentor da aliança de Deus: Jeová-Rafah.
A aliança de Deus sobre a cura.
O ensinamento e as promessas da cura no Antigo Testamento.
O exemplo da cura através da história do Antigo
Testamento.
As palavras, o ensinamento, os mandamentos, as promessas e as
curas do ministério de Cristo, pelos quais Ele revelou
a vontade de Deus acerca de nosso corpo.
Os dons de cura, fé e milagres colocados na Igreja pelo
Espírito.
A ordenança de a Igreja ungir com óleo alguém
que esteja doente.
O fato de Cristo levar por nós tanto nossas enfermidades
como nossos pecados.
O fato de Cristo, quando aqui na Terra, ter airado todos os que
o tocavam, junto com o fato de que Jesus Cristo é o mesmo
(...) hoje.
O fato de que milhares de pessoas têm sido curadas pelo
poder de Deus desde os dias dos apóstolos, e outros milhares
estão sendo curados de toda sorte de doenças incuráveis,
em quase todos os países do mundo, mesmo na época
em que vivemos.
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