Capítulo
39
Sete nomes redentores
Nas páginas 6 e 7 da Bíblia Scofield,
o Dr Scofield diz, em sua nota de rodapé acerca dos nomes
redentores que o nome Jeová é o nome redentor da
Divindade e significa aquele que existe por Si e Se revela a Si
mesmo.
Estes sete nomes redentores diz ele, indicam a revelação
contínua e progressiva de Deus acerca Si mesmo. Acrescenta,
em seguida: Em sua relação redentora para com os
homens, Jeová tem sete nomes compostos que O revelam como
preenchendo todas as necessidades dos homens desde seu estado
até o fim.
Uma vez que estes nomes revelam a relação redentora
de Deus para conosco, cada um deles deve apontar o Calvário,
onde fomos redimidos. As bênçãos reveladas
por cada nome devem ser supridas pela Expiação.
As Escrituras ensinam isso claramente.
Os sete nomes redentores são:
Jeová-Shama: O Senhor está lá, isto
é, Ele está presente (Ez 48.35), revelando-nos o
privilégio redentor de gozar da presença dAquele
que diz: Eis que estou convosco todos os dias (Mt 28.20b).
Esta bênção é suprida pela Expiação,
pelo fato de que pelo sangue de Cristo chegastes perto (Ef 2.13b).
Jeová-Shalom: O Senhor, nossa paz (Jz 6.23,24).
Revela- nos o privilégio redentor de termos a Sua paz.
Assim Jesus diz:
A minha paz vos dou (Jo 14.27a).
Esta bênção está na Expiação,
porque o castigo que nos traz a paz estava sobre ele (Is 53.5b)
quando Ele fez a paz pelo sangue de sua cruz (Cl 1.20a).
Jeová-Ra-ah: O Senhor é o meu Pastor (Sl
23.1). Jesus tornou-se nosso Pastor, dando sua vida pelas ovelhas
(Jo 10.11,15); portanto, este privilégio é um privilégio
redentor suprido pela Expiação.
Jeová-Jireh: O Senhor proverá uma oferta
(Gn 22.14); Cristo foi a Oferta provida para nossa redenção
completa.
Jeová-Nissi: O Senhor é a nossa Bandeira,
Vencedor ou Capitão (Ex 17.15). Foi quando Cristo, pela
cruz, triunfou sobre principados e poderes (Cl 2.15), que nos
proveu, pela Expiação, o privilégio redentor
de dizermos: Mas graças a Deus que rios dá a vitória
por nosso Senhor Jesus Cristo (1 Co 15.57).
Jeová-Tsidkenu: O Senhor Justiça nossa
(Gr 23.6). Jesus tornou-se nossa justiça levando nossos
pecados na cruz; portanto nosso privilégio redentor de
receber o dom da justiça (Rm 5.17)é uma bênção
da Expiação.
Jeová-Rafah: Eu sou o Senhor; seu Médico,
ou Eu sou o Senhor que te sara (Ex 15.26c). Este nome é
dado para revelar nosso privilégio redentor de ser curado.
Esse privilégio é suprido pela expiação.
Isaias, no capítulo da redenção, declara:
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades,
e as nossas dores levou sobre si (Is 53.4; Mt 8.17)
Reservei o nome Jeová-Rafah para o final.
A primeira aliança que Deus fez depois da passagem pelo
Mar Vermelho, um tipo de nossa redenção, foi a aliança
da cura foi naquela ocasião que Se revelou como nosso Médico,
pelo primeiro nome redentor da aliança, Jeová-Rafah:
Eu sou o Senhor que sara. Isso não é somente uma
promessa; é um estatuto e uma ordenança (Ex 15.25).
E assim, como nessa ordenança antiga, temos, no mandamento
de Tiago 5.14, uma ordenança de cura em Nome de Cristo
tão sagrada e obrigatória a toda a igreja, hoje,
como a ordenança Ceia da Senhor e do Batismo dos Cristãos.
Uma vez que Jeová-Rafah é um dos nomes redentores
de Deus, selando a aliança da cura, Cristo, em Sua exaltação;
não podia abandonar Seu ofício de curar como não
abandonou Seus ofícios revelados pelos outros nomes redentores.
Qual é a bênção revelada nos seis nomes
redentores que foi retirada dessa melhor dispensação?
Isaías inicia o capítulo da redenção
com a pergunta: Quem deu crédito a nossa pregação?
E a quem se manifestou braço do Senhor? (Is 53.1). A pregação
continua dizendo Ele levou nossos pecados e enfermidades.
A resposta à pergunta é: somente os que ouviram
a pregação podiam crer, porque a fé é
pelo ouvir Jesus morreu para libertar os homens, por isso vale
a pena declarar isso.
Nos versículos 4 e 5 do capítulo da redenção,
vemos Jesus sofrendo por:
nossas enfermidades;
nossas dores;
nossas transgressões;
nossas iniqüidades;
nossa paz; e
nossa cura.
Teríamos de fazer citações erradas para excluirrnos
de qualquer uma dessas bênçãos.
Quando lemos a interpretação de Mateus para o capítulo
53 de Isaias, observamos que Jesus curou todos os que estavam
enfermos, para cumprir a profecia de Isaias; Ele tomou sobre si
as nossas enfermidades e levou as nossas doenças (Mt 8.16,17).
Nós teríamos de fazer uma citação
errada das Escrituras outra vez excluirmo-nos da bênção
redentora da cura para nosso corpo.
Se Cristo, como algumas pessoas pensam, não quer curar
tão universalmente durante Sua exaltação,
como durante Sua humilhação, Ele teria de ser infiel
à Sua promessa em João 14.12,13, e não seria
Jesus Cristo o mesmo ontem, hoje, e eternamente (Hb 13.8).
Uma vez que a promessa da cura, feita ao doente (Tg 5.14), é
igualmente tão universal em sua aplicação
como a promessa da salvação feita a todos os pecadores
(Jo 3.16); e uma vez que Jesus Cristo, na Sua morte sacrificial,
levou nossas enfermidades (Mt 8.17), justamente da mesma maneira
que levou nossos pecados (1 Pe 2.24), o fato fica decidido pelas
Escrituras da seguinte forma: os enfermos têm o mesmo direito
à cura do corpo como os pecadores têm à cura
da alma.
Se o corpo não fosse incluído na redenção,
como poderia haver ressurreição? Como pode o corruptível
se revestir de incorruptibilidade ou o mortal se revestir de imortalidade?
(1 Co 15.54).
Se não houvéssemos sido redimidos da enfermidade,
não estaríamos sujeitos à doença no
céu, se fosse possível ressurgir sem a redenção?
Nosso futuro é tanto físico como espiritual. É
razoável esperar também que nossa redenção
seja física e espiritual.
Como disse o Dr. R. A. Torrey em seu livro sobre a cura divina:
Justamente como adquirimos as primícias de nossa salvação
espiritual na vida atual, assim também adquirimos as primícias
de nossa salvação física na vida atual. O
Evangelho de Cristo tem salvação tanto para o corpo
como para a alma. A morte expiatória de Jesus Cristo adquiriu
para nós não somente a cura do físico, mas
também a ressurreição, o aperfeiçoamento
e a glorificação dos nossos corpos.
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