Capítulo
40
Minha mensagem mais importante sobre a cura
Por Gordon Lindsay
Talvez, o erro mais predominante entre o povo que procura a cura,
mesmo aqueles que ficam plenamente convictos dessa verdade, é
confundir a esperança com a fé.
Quando oramos pelos enfermos, eles têm naturalmente a esperança
de melhorar; no entanto, esperança de forma alguma é
fé. A esperança é apenas passiva, muito diferente
da fé, que é ativa, criativa.
A esperança tem algo de incerteza, olha para a frente,
para a possibilidade, enquanto a fé olha para trás,
para uma obra consumada.
A fé baseia-se com Segurança firme na Palavra de
Deus; mesmo quando não recebe encorajamento do que os olhos
vêem.
O homem natural é uma criação dos seus sentidos.
Se ainda vê ou sente os sintomas de uma doença, insiste
em crer no que seus sentidos dizem em vez de crer no que a Palavra
de Deus diz.
A fé, ao contrário, não é influenciada
pelo que os olhos vêem e de fato nem os leva em consideração.
A fé não honra os sentidos naturais, mas recebe
a sua força da imutabilidade da Palavra de Deus.
Se esta não fosse a natureza da fé, não haveria
necessidade de algo como a fé. Por que haveria necessidade
da fé para aquilo que os olhos já percebem, ou para
aquilo que a mão já apalpa?
O paralelo entre a salvação e a cura
É esta interpretação errônea da fé
que torna tão difícil para alguns compreenderem
e se apropriarem da cura do físico. Contudo não
há razão para essa falta de compreensão.
O ensinamento da Bíblia acerca da cura é tão
simples como o da salvação. A verdade é que
a cura do corpo e a salvação da alma envolvem uma
obra semelhante do Espírito e são governadas por
leis idênticas.
A chave para o entendimento de todo o assunto da cura divina está
em reconhecer o paralelo quase idêntico entre reclamar a
fé para a cura e reclamá-la para a salvação.
Se temos conhecimento da fé pela qual vem a salvação,
então, por meio de uma comparação simples,
podemos compreender o mesmo princípio da fé pela
qual vem a cura.
Notemos a semelhança entre adquirir a libertação
da alma, da sua pecaminosidade, e adquirir a libertação
do corpo, da enfermidade.
Os pecadores, em sua maioria, a não ser talvez os todos
mais precipitados, alimentam a vaga esperança de serem
salvos. Mas apesar de o pecador reconhecer o valor do céu
e concordar que a perspectiva de perder-se eternamente é
infinitamente mais trágica do que meramente ficar enfermo,
esse incentivo intenso ao arrependimento não é suficiente,
em muitos casos para resultar na conversão do pecador.
Mesmo quando o pecador tem uma idéia do horror da doença
do pecado e exprime a vontade de abandoná-lo, ainda não
se salvará antes de crer no fato de que Cristo morreu por
ele.
A obra consumada da salvação
É somente quando o pecador aceita a obra consumada do Calvário
que pode ser salvo. Se ele não crer, até sentir-se
salvo nunca se salvará. Não conhecemos pessoas que
já se enganaram nesse ponto?
É somente no ato de crer na obra consumada do Calvário
que se realiza a conversão do pecador.
Uma nova reforma da fé
Essa crença na obra consumada de Cristo não se tornou
herança da Igreja de Cristo sem um conflito, que, de fato,
fez tremer a Igreja até seus alicerces. Essa verdade veio
como fruto da grande Reforma.
Lutero e outros descobriram que as orações, as penitência,
os jejuns, as lágrimas e as grandes lutas da alma não
os traziam ao ponto de gozar a paz com Deus.
Somente quando aceitaram abertamente a promessa da obra consumada
de Cristo, veio paz do céu. Não era fácil
naquele tempo confiar nisso.
Todas as tradições dos homens, o sem-número
de dogmas da Igreja medieval, todos os instintos do homem natural
e não convertido chocaram-se e revoltaram-se contra essa
verdade, não obstante, homens intrépidos e corajosos
lutaram até vencer.
A verdade que o justo viverá pela fé, outrora quase
rejeitada por todos, por fim tornou-se a pedra fundamental de
milhões de pessoas.
Essa verdade, que a grande Reforma trouxe à luz, é
conhecida por todos os ganhadores de almas bem-sucedidos. Eles
a usam sabiamente para instruir o pecador sobre o que deve fazer
para ser salvo.
Eles sabem que é um erro tentar levar o pecador a decidir-se
antes de o Espírito aprofundar suas convicções
e antes de o pecador ter conhecimento da promessa de Deus acerca
da salvação.
O ganhador de almas reconhece que, se a mente do homem, fica confusa,
ou se não aceita plenamente a promessa, ele cairá
com a primeira tentação que enfrentar. Por essa
razão, um empregador sábio não exige que
o pecador aja logo quando começa a falar com ele. Há
uma obra preliminar do Espírito Santo que deve ser feita
no coração do pecador.Há instruções
que ele necessita receber.
O Espírito precisa fazer Sua obra de convicção
antes de realizar Sua obra do novo nascimento.
A obra preliminar do Espírito necessária para a
cura
A tragédia é que muitos obreiros cristãos
que conhecem bem essas coisas desprezam essa sabedoria na obra
da cura divina.
Muitas vezes, eles ficam aflitos para ver o doente ser restabelecido
imediatamente e, se tudo não se realiza logo à maneira
que esperavam, ficam irritados.
As pessoas viajam milhares de quilômetros para ir às
clínicas. Gastam fortunas para obter o melhor tratamento
médico aceitam, sem questionar o fracasso dos médicos.
No entanto, quando procuram a cura divina, querem estabelecer
os regulamentos.
Para elas, tais versículos como a fé é pelo
ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus tem pouca importância.
Alguns, não conhecendo a Palavra de Deus, acham que alguém
com os dons de cura deve andar de hospital em hospital curando
todos os enfermos.
Parece que ignoram o relato bíblico de Jesus no Tanque
de Betesda. Ele curou apenas um coxo e deixou os outros enfermos
sentados lá. Ou que Jesus, em Nazaré, não
pôde fazer obra maravilhosas, por causa da incredulidade
do povo.
As pessoas passam por cima do fato de que o ensinamento de Cristo
acerca da cura pressupõe a vontade da parte do indivíduo
em submeter sua vida inteiramente a Deus, ou que quando o Senhor
respondeu ao pedido da mulher gentia para curar sua filha, Ele
declarou que a cura era o pão dos filhos.
Se devemos compreender a cura divina, precisamos reconhecer que
o mesmo poder que cura a alma também cura o corpo (Tg 5.14-16).
A obra consumada da cura
Não é necessário muito tempo para o pecador
salvar-se quando tem seu coração preparado para
receber a Cristo, embora, às vezes, podem ser necessários
muitos anos para o pecador submeter-se a Deus. Porém quando
chega o momento a salvação acontece quase instantaneamente.
Isso é possível causa por causa da obra consumada
- a salvação alcançada uma vez para sempre
no Calvário.
Enquanto o pecador não crê ou deixa sua salvação
para o futuro, não está salvo.Quando ele crê,
Deus o salva imediatamente; a obra está feita.
Os cristãos sempre anima o arrependido a crer imediatamente.
Não há meio para o pecador se salvar antes de crer
que a obra de perdão já foi feita.
Ninguém acusa um obreiro de usar a falsidade quando insiste
que a alma arrependida confie na Palavra de Deus e creia que a
salvação é um fato já consumado.
Contudo, na questão da cura divina, essa acusação
é feita por cristãos sinceros, mas não instruídos
sobre tal verdade.
Dois enganos fatais
Agora, estamos prontos para apontar dois erros fatais que os cristãos
cometem na questão da cura divina.
Primeiro: embora seja geralmente aceito que o ensino
da Palavra, ungido por Deus, é necessário para uma
obra verdadeira de conversão, muitas vezes as mesmas pessoas
que aceitam esse fato se mostram incoerentes falando contra aqueles
que agem da mesma maneira na questão da cura.
Às vezes, encorajam os doentes a pedirem oração,
sem instruí-los primeiro, e ainda se ressentem se o pastor
avisa o doente para preparar seu coração primeiro.
Segundo: embora encorajem o pecador arrependido a crer
na obra consumada da salvação, algumas pessoas se
tornam incoerentes reprovando aqueles que falam da mesma maneira
quando asseguram a cura do doente.
Alguns fazem mal de chamar a atenção para os enfermos
que se disseram curados, mas ainda estão doentes. Isso
é grave incredulidade. Equivale a desanimar um pecador
a alcançar a salvação, apontando algum desviado
que havia pensado que estava salvo, mas acabou desviando-se.
Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso!
De acordo com a Palavra de Deus, a pessoa foi salva se verdadeiramente
creu. Da mesma maneira, a pessoa é curada se verdadeiramente
crê. Tanto a salvação como a cura são
uma obra consumada, concluídas no Calvário. Elas
são apropriadas pela fé em que a obra está
realizada agora.
Apropriação da fé
A cura é uma obra consumada por um Deus que está
interessado em nós. Porém, temos de apropriar-nos
dela pela fé sabendo que a obra está feita agora
independente dos sintomas que possamos sentir ou ver. Fé
é crer, confessar e agir fiando-se na obra consumada de
Cristo, segundo o que está escrito na Palavra de Deus.
Pedro declara: Pelas suas feridas fostes sarados (1 Pe 2.24c)
Leia Isaías 53.4,5 e Mateus 8.14-17.
Nós não oramos para que a cura venha do céu
nem par persuadir Deus a fazer o que já foi realizado no
Calvário. O que fazemos é permitir a apropriação
da cura exatamente da mesma maneira que o pecador se apropria
da salvação.
Aqueles que recebem com alegria e se desviam
Jesus falou de alguns que ouvem o Evangelho e recebem com alegria,
mas (...) apenas crêem por algum tempo e, no tempo á
tentação se desviam. Outros, disse ele, são
sufocados com os cuidados e riquezas, e deleites da vida, e não
dão fruto com perfeição (Lc 8.13,14).
Não havia nada de errado com a Palavra semeada em seus
corações. Não havia nada de errado com o
estímulo que Ela dava para que as pessoas cressem, nem
com a alegria que sentiram como resultado de crer. O problema
foi que eles permitiram que algo os impedisse de crer, o que sufocou
ou interrompeu a obra do Espírito.
Isso também é verdadeiro para aqueles que crêem
na cura. No momento em que a pessoa crê em sua libertação
física, ela a recebe no que depende de Deus.
Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede
que o recebereis e tê-lo-eis.
Marcos 11.24
O Dr. Goodspeed traduz assim: Sempre que você orar ou pedir
algo, tenha fé que já lhe foi concedido e o terá.
Se surge a tentação e a pessoa se entrega aos sintomas,
ela faz exatamente o que o diabo quer. Faz exatamente como um
novo convertido errante, que, sob tentação, cede
a sugestão do inimigo de que ele realmente nunca foi salvo.
Assim é o homem que crê na cura, depois duvida e
declara que recebeu a cura.
A verdade é que a maioria das pessoas doentes, que pede;
oração, é curada por Deus. O problema de
fato é proteger essas pessoas da influência da incredulidade,
do ceticismo e de todo aqueles que são escravos do conhecimento
de seus sentidos.
Nessas ocasiões, como em outras, é importante conservá-las
sob a Palavra de Deus e protegê-las da influência
dos incrédulos.
O problema é o mesmo que um pastor experimenta quando um
grupo grande de convertidos aceita Cristo. Como trabalha com essas
pessoas, dando-lhes atenção e amor e alimentando-as
com o leite genuíno da Palavra! Se ele não fizer
isso, em muitos casos, eles se desviarão do caminho.
Satanás tentou Cristo e disse: Se Tu és o Filho
de Deus... (Lc 4.3).
Ele tenta o pecador que foi realmente salvo. Ele tentará
cada pessoa que foi curada.
Mas, enquanto o novo convertido é encorajado a resistir
a tentação e ao diabo e a olhar para Cristo, a pessoa
curada muitas vezes ouvirá sugestões de amigos e
irmãos, de pessoas fracas ou saudáveis, de pregadores
ou de leigos, para que não tenha muita certeza de sua cura
e fique alerta quanto à volta de sua antiga enfermidade.
Aqueles que aceitaram a cura de Cristo pela fé, como aquele
que aceitaram a salvação de Cristo pela fé,
devem ser nutridos, encorajados, ensinados e alimentados com as
promessas que sua fé está reivindicando.
Somente aqueles que permanecem em Sua Palavra e mantêm uma
atitude adequada de fé nas bênçãos
de Deus podem reter os plenos benefícios.
O pecado da incredulidade
Temos de encarar a verdade: incredulidade é pecado. E condenada
pelo Senhor, é pior do que a obscenidade.
A incredulidade é uma guerra contra a própria lei
da existência. É uma lealdade tirânica adquirida
pelo conhecimento dos sentidos e uma deslealdade para com a Palavra
de Deus.
Um verdadeiro pastor encoraja seus novos convertidos a ficarem
firmes na fé, mesmo quando eles passarem pela fornalha
da tentação. Admoesta-os a resistir e a não
ceder às artimanhas do Inimigo.
A pessoa curada deve ser ensinada que o plano de Deus é
eliminar a doença do meio do seu povo (Ex 23.25) e a vontade
de Deus para ela é que vá bem em todas as coisas
e que tenha saúde assim como bem vai a tua alma (3 Jo 2).
Esta é a promessa que será cumprida na vida de todos
os que crerem de fato.
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DESENGANADO
PELOS MÉDICOS?
TERÁ QUE FAZER
TRATAMENTO
DURANTE O RESTO
DA SUA VIDA?
SEM ESPERANÇA?
EIS AQUI
AS RESPOSTAS!
A CURA
É PARA TODOS!
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