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Capítulo 42
Quando Deus falou comigo

Nasci em uma fazenda perto de Pocassett, Oklahoma; o sétimo menino de uma família de 13 filhos. Fui criado na fazenda e educado no interior.

Quando tinha 12 anos, meu irmão, que se havia convertido poucas semanas antes, levou-me com ele para assistir a uma reunião de avivamento, realizada em um antigo salão do Tabernáculo da Fé perto da estrada de ferro em Manford, Oklahoma. Fui vestido com meus trajes rurais. Quando convidado para tocar piano para os cânticos, consenti alegremente, mais muito acanhado. Quando o evangelista fez o convite aos pecadores naquela noite, eu me converti e fiquei cheio de alegria.

Desde aquele tempo, passei a gostar muito de ir à pequena igreja, mas, muitas vezes, tinha de ficar na fazenda até muito tarde para cumprir meu trabalho, e não dava tempo de ir à reunião. Muitas noites, chorei de desapontamento por não poder ir à igreja.

Quando tinha 14 anos, enquanto estava procurando as vacas, comecei a chorar.

Senti-me tolo e me perguntei porque estaria chorando. Eu parei e orei, ajoelhado ao lado de umas pedras grandes. O Senhor Jesus falou ao meu espírito e me fez saber que Ele me havia escolhido para pregar o Evangelho.

Aos 15 anos, deixei a fazenda, acompanhado por um bom ministro de nossa comunidade que ia dirigir algumas reuniões de avivamento. Nunca me esquecerei da noite em que saí de casa, deixando minha mãe e meu pai em lágrimas. O último dos sete irmãos estava partindo.

Eu sabia que havia muitas responsabilidades na fazenda e muito trabalho para meu pai fazer sozinho, mas eu também sabia que o Senhor me falara e eu devia obedecer.

Eu sabia que a colheita do mundo era muito mais importante do que alguns acres de terra onde plantávamos. Eu sabia que Deus cuidaria dos meus pais; e Ele cuidou.

Durante dois anos e meio, acompanhei aquele ministro em muitas reuniões maravilhosas, que nos levaram pelo Arkansas Oklahoma e finalmente à Califórnia. Foi lá que uma bela jovem chamada Daisy Washburn, de Los Banos, Califórnia, veio a uma de nossas reuniões. Um ano depois, ela se tornou minha esposa.

Durante dois anos, Daisy e eu viajamos pela Califórnia, pregando o Evangelho de Jesus Cristo.

Em 25 de março de 1943, nossa filha, Marie LaVonne, mas viveu apenas sete dias. A dor e o desapontamento foram quase insuportáveis, mas decidimos avançar na pregação do Evangelho de Jesus Cristo e recompensar nossa perda com nascimentos espirituais no Reino dos céus.

Na primavera de 1944, fomos para Portland Oregon, dirigir um avivamento e passamos a ser os pastores do tabernáculo Montevilla.

Enquanto estávamos em Portland, em 20 de janeiro de 1945, nasceu nosso filho, Tommy Lee Jr.

Três semanas após seu nascimento, renunciamos ao pastorado Tabernáculo e iniciamos sete meses de trabalho em vários estados americanos, preparando-nos para ir para a Índia como missionários.

Passamos quase um ano na Índia, onde tivemos o privilégio de assistir a muitas conversões felizes. Quantas vezes, retornarmos à América, lamentávamo-nos por não ter compreendido o ministério da cura divina enquanto estávamos na Índia.

No outono de 1946, regressamos aos Estados Unidos e aceitamos o pastorado da Igreja do Evangelho Mc Minnville, Oregon.

Em 21 de março daquele mesmo ano, fomos abençoados o nascimento de nossa filha, LaDonna Carol.

Durante o tempo de pastorado na igreja de McMin Deus tratou comigo de muitas maneiras maravilhosas.

Foi naquela época que uma senhora em nossa igreja informou da morte do Dr. Charles S. Price. Eu nunca o havia encontrado pessoalmente, mas tinha lido os seus maravilhosos sermões e, assim, havia aprendido a amar aquele irmão.

Quando soube de sua morte, fui para a igreja e comecei chorar alto. Parecia que eu não conseguia conter minha tristeza. Os heróis da fé dos anos passados começaram a passar pela minha mente como um panorama. Eu pensei em Wigglesworth, em McPherson, em Dowie, em Gipsie Smith, em Kenyon, em Price, dentre outros. Nunca os ouvira pregar nem jamais os conhecera pessoalmente, mas eles partiram do cenário desse mundo para sempre.

Eu nunca os conhecera. O mundo jamais sentiria novamente o impacto e a influência maravilhosa de seus ministérios. Nós apenas falaríamos deles e ouviríamos suas proezas de fé. Oh, isso quebrantou meu coração! Pareceu-me muito estranho o fato de tudo afetar-me assim, já que nem conhecia esses homens.

Eu comecei a meditar sobre isso. Disse: Senhor, esses grandes heróis já se foram, e milhões ainda estão morrendo. Multidões ainda estão sofrendo doentes. A quem recorrerão para pedir ajuda agora? Quem irá comover nossas grandes cidades e encher nossos grandes auditórios com o poder magnético de Deus curando os doentes e expulsando demônios? O que será mundo agora?

Deus ouviu minhas perguntas e as respondeu de um modo maravilhoso, porém, não imediatamente.

Alguns dias depois, durante o mês de julho de 1947, nós assistimos a uma reunião campal em Brooks, Oregon, na qual Hate Hamond ministrava.

Depois que ela pregou uma mensagem maravilhosa sobre ver Jesus, eu voltei para casa muito impressionado em minha alma. Ouvir a mensagem foi outro passo que Deus havia planejado para minha vida.

Na manhã seguinte, fui acordado por uma visão maravilhosa: primeiro da Cruz e depois do anjo Gabriel com sua trombeta; e então a aparência de Jesus Cristo em pessoa. Ele veio ao meu quarto, e eu O vi. Não há palavras que possam descrever Seu esplendor e beleza. Nenhuma língua poderia expressar com magnificência e poder de Sua presença. Eu caí como morto, incapaz de mover um dedo sequer, pasmo por Sua presença.

Ele era todo amável. Ainda agora, quando tento escrever sobre isso, sinto-me tomado por uma alegria inexprimível e reverência. De tudo o que ouvi sobre o maravilhoso Cristo, nunca me disseram a metade. Suas mãos eram belas; parecia vibrar com poder criativo. Seus olhos eram como correntes do amor, jorrando para o mais íntimo de meu ser. Seus pés firmavam-se em nuvens de glória transparentes, pareciam ser os pilares da justiça e da integridade. Suas vestes eram brancas como a luz. Sua presença, cheia de amor e poder, atraiu-me para Ele.

Depois de, aproximadamente, 30 minutos de total imobilidade, consegui levantar-me e entrar em meu gabinete, onde caí de joelhos, com o rosto no chão, com minha vida completamente rendida. Aquele que eu havia acabado de conhecer como Senhor.

Fiquei com o rosto no chão até a tarde. Quando sai do quarto estava transformado, era um novo homem. Jesus Se tornou o Mestre da minha vida. Eu conhecia a Verdade: Ele está vivo Ele é mais do que uma religião.

Minha vida mudou. Eu nunca mais seria o mesmo. As idéias tradicionais começaram a desvanecer-se, e eu me sentia impressionado diariamente por um novo e crescente sentido de reverência e serenidade. Tudo estava diferente. Eu queria agradar-Lhe. Oh, como eu queria agradar-Lhe! Isso é tudo o que importa para mim desde aquela manhã abençoada.

Com a visão ainda recente diante de mim e a consciência de que tantos grandes homens de fé já haviam passado, busquei cuidadosamente conhecer o perfeito plano de Deus para minha vida.

Em setembro de 1947, aceitamos novamente o pastorado do Tabernáculo Montevilla, em Portland, Oregon, e começamos o que esperávamos que fosse um longo ministério na agradável Cidade das Rosas, mas Deus havia planejado que esse ministério fosse apenas um pequeno passo em Seu plano para nossa vida.

Logo depois da experiência de ver é Senhor, um maravilhoso homem de Deus chegou a nossa região. Ele tinha um impressionante dom de cura. Enquanto assistíamos às suas reuniões, vimos centenas de pessoas aceitarem Cristo bem diante de nossos olhos; nós o vimos expulsar demônios e colocar as mãos sobre os doentes em Nome de Jesus Cristo. Os cegos, os surdos, os mudos e os coxos eram curados no mesmo instante. Jamais poderei expressar as emoções de meu coração em resposta à operação dos dons de cura naqueles cultos.

Durante três ou quatro anos, eu havia-me sentido muito impressionado com os métodos tradicionais que eu usava ao, orar pelos doentes e oprimidos por demônios.

Nós chamávamos toda a igreja para orar por uma pessoa, esperando que alguém pudesse fazer a oração da fé em favor da pessoa doente.

Quando observei aquele evangelista ministrar aos doentes fiquei cativado pela libertação da pequena menina surda-muda quem ele fez uma oração muito simples.

Com uma voz mansa, mas cheia de autoridade, ele disse: “Espírito surdo e mudo, eu lhe ordeno, em Nome de Jesus, que saia desta menina". Então, estalou seus dedos, e a garota ouviu e falou perfeitamente.

Quando testemunhei aquele milagre, parecia haver milhares de vozes dizendo-me de uma vez, em coro, repetidamente:

"Você pode fazer isso! Essa é a maneira bíblica. Pedro e Paulo fizeram isso. Você também pode! Comece agora. Pode fazer a mesma coisa! É isso que Deus quer que você faça!"

Voltei para casa com uma nova visão. Havia testemunhado a Bíblia em ação. Eu sempre havia ansiado por isso. Enfim, eu tinha visto Deus fazer o que Ele prometeu. Minha vida inteira mudou naquela noite.

Passamos os dias seguintes em jejum e oração. Minha esposa e eu ficamos diante de Deus, decididos a ser canais pelos quais Deus pudesse ministrar Suas obras poderosas de libertação.

Em seguida, enviamos convites às pessoas de perto e de longe, pedindo que trouxessem os doentes, enfermos, coxos, cegos, surdos e mudos. Começamos imediatamente a pregar libertação para todos e a orar pelos doentes. Nem é preciso dizer: Deus começou a operar milagres, porque nós havíamos ousado crer em Sua Palavra. Começamos a agir conforme a Palavra. Se Deus disse, então será assim. Se Deus prometeu fazer assim; então cumprirá.

Seguiram-se algumas semanas de bons resultados, mas eu ainda não estava satisfeito. Eu disse à igreja que não visitaria nem falaria com alguém pessoalmente tampouco por telefone até que Deus falasse comigo.

Daisy assumiu as responsabilidades pastorais, e eu fui para um quarto andar sozinho, até que Deus falasse comigo. Fiquei lá por dois dias e duas noites. Então, na metade do terceiro dia, o Espírito falou comigo clara e distintamente. Enfim, Deus respondia minhas perguntas a respeito da morte de tantos heróis da fé e da necessidade que existia em todo o mundo desse grande ministério de libertação.

O Espírito me disse: “Meu filho, assim como fui Price McPherson, Wigglesworth e outros, assim também estarei com você. Eles estão mortos, mas agora é tempo de você se levantar e fazer a mesma obra. Expulse demônios, cure os doentes, ressuscitou mortos, purifique os leprosos. Eis que lhe dou poder sobre todo poder do inimigo. Não tenha medo. Seja forte. Tenha coragem Eu estou com você como estive com eles. Nenhum poder do poderá resistir-lhe por todos os dias da sua vida. Leve as pessoas a crerem em minha Palavra. Eu usei aquelas pessoas em seus dias, mas este é o seu dia. Agora, eu desejo usar você”

Tivemos mais dias e semanas de jejum e oração após tremenda comissão, e mais cura e milagres aconteceram. Deus determinou Sua vontade muito claramente na questão de renunciar ao pastorado da igreja e levar o Evangelho do Reino até os confins da Terra para testemunho entre as nações e todos os povos (Mt 24.14). Então começamos. Era o verão de 1948.

Quando a 26ª edição desse livro estava para ser impressa posso testemunhar que, por mais de três décadas em mais setenta nações do mundo, Daisy e eu temos ido em Nome Jesus e agido conforme a Palavra escrita de Deus. Temos pregado às multidões de 20 mil a mais de 200 mil almas, diariamente em cruzadas evangelísticas, e temos visto literalmente milhares dos mais impressionantes milagres, talvez, já testemunhados por qualquer ministro cristão.

Levamos dezenas de milhares de pecadores a aceitarei Jesus Cristo como Salvador.

Vimos centenas de surdos-mudos serem perfeitamente restaurados; inúmeros cegos receberem a visão instantaneamente - noventa casos em uma única campanha.

Presenciamos os aleijados mais deficientes serem restaurados - um que estava na cadeira de rodas há 42 anos levantou e andou. Outros que estavam em camas ou macas se levantaram e ficaram sãos.

Temos visto olhos estrábicos se endireitarem; juntas endurecidas, libertas em um momento; bócios e tumores desaparecerem imediatamente; novos tímpanos serem criados; pulmões, rins, costelas e outras partes do corpo, que haviam sido retirados por cirurgia, serem recriados e restaurados pelo poder criador de Deus.

Vimos os incuráveis ficarem curados, cânceres desaparecerem, leprosos purificados.

Em uma única campanha que dirigimos, 125 surdos-mudos, 90 pessoas totalmente cegas e centenas de outras libertações igualmente milagrosas aconteceram.

Em uma única cruzada, 50 mil pessoas cheias de alegria e felicidade confessaram a Cristo como Salvador, sendo 5 mil numa noite.

O que vimos o Senhor realizar no passado é um exemplo do que Ele anseia fazer em todas as nações debaixo do céu.

Uma das declarações mais desafiadoras da Bíblia sobre os últimos dias está em Mateus 24.14. Jesus disse: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.
Mateus 24.14

Traduzido literalmente do texto original, Ele disse: "Estas Boas Novas serão proclamadas com provas a todas as nações do mundo, e então virá o fim".

Tal profecia dos lábios de Jesus Cristo prediz uma grande era de evangelização ardente acompanhada de milagres que proclamam Cristo como Senhor, com prova, a essa geração. Indica uma demonstração mundial dos métodos da Igreja Primitiva, pelo qual Deus também está testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo (Hb 2.4).

Nunca entendi como a Igreja Moderna espera convencer o mundo não-cristão de que Jesus Cristo está vivo, é o Filho ressurreto de Deus, a não ser pregando essa parte do Evangelho que levou as multidões a Cristo nos dias bíblicos. A seguir, está um exemplo do que quero dizer.

Quando chegamos em Colon, Panamá, para realizar uma campanha evangelística, eu preguei a mensagem de abertura, depois convidei os não-convertidos a aceitarem Cristo como Salvador. Em vez de reagirem como eu esperava, uma onda de risco meio abafado passou pelo auditório.

Estava claro que eles não estavam convencidos a respeito de Jesus Cristo.

Eu disse rapidamente: "O apelo está encerrado. Peço que ninguém entregue sua vida para seguir Cristo até estar convencido de que Ele é o Salvador vivo e fará exatamente como prometeu fazer em Sua Palavra".

Então continuei: "Este livro contém as promessas de Deus; uma delas é curar os doentes. Portanto, eu convido os surdos cegos, paralíticos ou doentes que crêem em Cristo e crêem que Suas promessas na Bíblia são divinas e verdadeiras, para que venham à frente. Vou orar por vocês conforme a Bíblia e, se O que eu prego hoje à noite é verdade - se este Livro é a Palavra de Deus - Ele fará os milagres que provam que Ele está vivo!"

Várias pessoas responderam, e nós oramos por umas Seis pessoas as quais tínhamos certeza de que possuíam fé em Deus. Todos eles foram, instantaneamente, curados na presença do auditório.

Nem preciso dizer que isso surpreendeu a multidão como acontecia com as multidões nos dias de Jesus.

Na noite seguinte, o auditório estava lotado. Eu preguei e repeti o convite a todos os incrédulos para que aceitassem a Cristo. Mais de 400 pessoas vieram à frente com lágrimas nos olhos, rendendo a vida a Jesus Cristo, que havia demonstrado Seu poder diante dos olhos delas. Isso foi verdade em Colon no Panamá, como foi em Samaria:

E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia.
Atos 8.6

Do Alasca à Argentina, de Nova York à Nova Caledônia, de Trindade a Timbuktu, de Calabaar a Calcutá, onde eu tenho proclamado o Evangelho, descobri um fato: as multidões seguirão alegremente Cristo, se puderem ver Sua Palavra confirmada por sinais e milagres.

Sejam pessoas vermelhas, mulatas, amarelas, negras ou brancas, sejam cultos ou iletrados, sejam ricos ou pobres, eu sei uma coisa: todos eles respondem da mesma forma a Cristo, que hoje manifesta Sua compaixão imutável para curar os doentes.

Desde os dias em que Elias aceitou o desafio do Monte Carmelo, e as pessoas voltaram do culto a Baal para Jeová, até os dias atuais, em que homens de fé estão proclamando as Boas Novas de Jesus Cristo, o Salvador que cura todos os que o invocam e servem, com o resultado de milhares prostrando-se diante do Senhor, as pessoas estão prontas, e ficam contentes em servir ao Deus dos milagres.

Independente do que os mestres religiosos possam ensinar; permanece o fato inegável de que não há substituto para a demonstração do espírito e de poder (1 Co 2.4).

Paulo repetidamente atribuiu o sucesso de seu ministério ao fato de que Deus sempre confirmava sua mensagem com milagres.

Embora milhares de substitutos sejam empregados, as multidões de todo o mundo esperam que a Igreja dobre seus joelhos em oração e jejum, pedindo a Deus, como fez a Igreja Primitiva:

Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo Filho Jesus.
Atos 4.29,30

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